segunda-feira, 21 de março de 2011



ninguém manca pro resto da vida se não quiser.
ninguém pinta as unhas de azul pra ser igual a todo mundo.
ninguém é igual.por isso que ninguém é ninguém.
convenhamos ganhamos a janta mais talvez falte o prato principal.
pra se ter o prato é necessário parar de sentir dó de si mesmo.
pra parar de sentir dó tem aprender a decidir.
pra aprender a decidir basta você querer.
aprendi que quando você quer sair da merda arruma uma pá e joga a merda fora.
aprendi que quando se tem o gosto é a mesma coisa que ter sua cabeça nas mãos.
talvez no sábado faça frio.talvez quando eu vá dormir eu saiba me cobrir.
meu edredon azul me permite ser um constante marinheiro.
meu livro deveria aprender a vir com brinde.
e minha vergonha devia me permitir ser mais eu.
quero meu café na cama,com uma flor no copo e café quente.
não quero ir a chá de bebês e muito menos de cozinha.não gosto de tapoer.
amarelo me faz sentir diferente,me faz achar engraçada e me faz querer dar risada.
minha cama continua grande,com algumas cobertas e com meus pés gelados.
tenho um guarda-roupa bicolor,um quarto mais ou menos e cheio de quinquilharias.
tenho pregos nas paredes e uma mancha embaixo da janela.
essa mancha sempre esteve lá e eu sempre estive aqui mais nem estive aí pra ela.
meu joelho cheira a água quente.sempre se cheira quente quando sai do banho.
sempre tem aquela risada no canto boca.
sempre se acha uma maneira de se superar.

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